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sexta-feira, 11 de janeiro de 2008

Vestibular? Tem gente que precisava estar é no cursinho!


(legenda da foto) - Oden consegue se machucar antes mesmo de jogar. Perde toda a temporada, mas o Portland por incrivel que pareça não.

Bem amigos, estive ausente deste blog por algum tempo pois minha vida esteve mais movimentada que nunca. Em duas semanas pude almoçar 3 vezes. Mais isso não é o que importa para vocês, eu sei. Vocês devem estar pensando: "onde este idiota está querendo chegar com isso?". Já respondo: entre outras coisas tive uma semana de vestibulando, outra vez. E foi dai que tirei a inspiração para escrever-lhes esta coluna.

Toda temporada de NBA começa com o Draft, o vestibular da liga. É dali que muitos times acreditam que vão tirar o "salvador da pátria" ou pelo menos um grande coadjuvante. E este ano tivemos muito oba-oba em torno do "vestibular". Muitos falavam que pelo menos 10 jogadores teriam médias acima de 15 pontos ou 10 rebotes. Chegaram a apostar uma mudança de nome caso um jogador "X" não atingisse 22 pontos de média. Entretanto, os resultados até agora são decepcionantes.

Vamos a uma breve análise.

-Greg Oden: Era considerado o futuro pivô da liga, segundo muitos era o jogador que levaria o time de Portland à final da conferência. Resultado? Antes de começar a jogar machucou o joelho sentado no sofá e perdeu toda temporada. Será que ele bateu seu "pequeno" queixo no joelho?

-Kevin Durant: Chegou a estar na frente do "pivozão" segundo alguns especialistas no draft. Muitas pessoas esperavam que ele fosse O Jogador desta seleção. Diziam que não tinha como não fazer pelo menos 20 pontos por jogo. É bem verdade que ele não está tão longe desta marca, mas para atingi-la tem levado seu time a uma bela campanha, bela campanha por uma boa posição no próximo draft. Mesmo arremessando até sua avó o jogador deve receber o prêmio de melhor calouro do ano.

-Al Horford: Veio comendo pelas beiradas até o momento da seleção. Talvez tenha sido uma surpresa sua posição no draft, mas é o único que tem correspondido ao que era esperado dele. Vem mantendo ótimas médias e tem sido muito importante para seu time. Não pode ser considerado um jogador muito carinhoso com os adversários, mas ninguém pode afirmar que ele é desleal. Mas que a carcaça do Ford ficou bem danificada, isso é inegável. Colocou o antigo titular no banco e tem sido um dos melhores jogadores de seu time, que não pode ser considerado um time propriamente dito. Digo e repito, é um dos únicos jogadores que não tem decepcionado. Falo isso por sua temporada e pela minha integridade física.

-Mike Conley Jr.: Foi para o draft como o armador de Greg Oden. Eu só tenho uma dúvida: ele está esperando o Oden se recuperar para jogar o que um 4º pick deve?

- Yi Jianliang: Foi o nome mais falado antes do início da temporada. Colocou seu nome no draft e, já nesse momento, surgiu a primeira dúvida. Teria ele a idade que declarava? Isso ainda não foi provado, mas que ele esta bem acabado, iso ele está. Depois desta polêmica, outra. Foi parar no Bucks e fez beicinho. Demorou quase uma temporada toda para aceitar jogar pelo time e ainda fez suas exigências. Queria jogar pelo menos 20 minutos por jogo. Conseguiu. Começou a temporada nervoso e tendo que mostrar serviço. Não conseguiu. Percebendo que não era o que pensava abaixou a bola e passou a agir como um rookie. Foi ai que seu jogo começou a subir. Melhorou bastante. Entretanto, sem motivo aparente, seu jogo voltou a cair. Será que ele voltou a acreditar que sabia jogar basquete?

-Marco Belinelli: Era considerado o grande jogador extrangeiro deste draft. E não está fazendo feio. Na verdade, não está fazendo nada. Tem uma incrível média de minutos por jogo que se aproxima do 0,00. Arremessa bolas de 3 pontos como só ví um jogador fazer até hoje: Marcelinho Machado. Realmente tem um ótimo futuro na NBA. Pode ser o novo Baby ou, se melhorar muito, um novo Marquinhos. E olha que ele foi eleito entre os 15.

Bem caros colegas, por hoje é só. Em outro momento volto a analisar as mais novas estrelas (será?) da NBA. Mas pelo que puderam ver hoje por alguns dos novatos, a coisa não anda boa.

Até a próxima.

PS* Depois da tentativa de assasinato de Horford, fontes dizem que o rookie já está pronto para entregar o elenco do Knicks onde aprenderá mais com Curry e Z-BO a arte da criminalidade.

quarta-feira, 9 de janeiro de 2008

Não tente outra vez !!!

Você lembra daquele comercial do governo brasileiro em que o fenômeno Ronaldo e o músico Herbert Viana protagonizam uma mensagem de motivação e superação? Então, na NBA nem sempre "tentar outra vez" é uma boa idéia.

Novamente falaremos sobre Larry "soneca" Hughes. É impossivel falar sobre persistência, infelizmente no erro, sem lembrar do armador dos atuais campeões da Conferência Leste. Conforme falamos no artigo anterior e relembramos nesse, Hughes possui apenas 33,6% de aproveitamento e 28,6% da linha de desastre, ou linha de três, como preferir. Insatisfeito, o persistente detêm, em média nas últimas cinco partidas, 12 arremessos tentados que resultaram em 9,8 pontos em média. Por sorte, de ter Lebron James na equipe, o time de Ohio venceu 4 dessas partidas sendo a única derrota para a sensação New Orleans Hornets dentro da colméia.

O principal, senão único, candidato ao premio de novato do ano, Kevin Durant, tem seu início de carreira marcado pelas sucessivas tentativas de arremesso. Durant, faz 20 pontos por partida porém seu aproveitamento é de 40.7%. Dessa forma, Durant precisa tentar cerca de 20 a 25 arremessos de quadra para alcançar sua média. É muita coisa. Na derrota perante o Washigthon Wizards, Durant fez seus 19 ptos mas precisou 21 arremessos tentados, sendo apenas 7 deles convertidos. Mas se Durant não tentar os arremessos, quem fará os pontos do Sonics? Earl Watson?

- (legenda da foto) - Marcelinho "Crazy Shooter" Machado faz alunos pela NBA.

Como torcedor do time mais quente da conferência Oeste, o New Orleans Hornets, não poderia deixar passar em branco sem falar de Morris Peterson. Mo-Pete, como é chamado também, adotou a mesma jogada que consagrou o brasileiro Marcelo Machado: o arremesso de três quando marcado por dois adversários e faltando 20 segundos para o relógio esgotar. Se por um lado ele deixa os torcedores do Hornets apreensivos com seus 41% de aproveitamento, 26,5 minutos em quadra e apenas 9.7 pontos por partida, por outro, torcedores do Jazz e Raptors sintam-se aliviados de não possuir esse cidadão em seus titulares.

Já passou do tempo em que o placar de um jogo de basquete era definido á favor do time que mais acerta. Hoje, o vencedor é a equipe que menos comete erros. Para esses jogadores eu tenho um pensamento: Não tente bancar o herói, afinal muito ajuda aquele que não atrapalha.